Livreto Celebrativo | Via Sacra

 


Livreto Celebrativo | Via Sacra

20 de fevereiro de 2026, às 19h

Celebrante:
Arcebispo Metropolitano

CELEBRAÇÃO INICIAL

Canto (Prova de amor maior não há).

SAUDAÇÃO INICIAL

CP. Em nome do Pai, e do Filho ✠ e do Espírito Santo.

T. Amém.

CP. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. 

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

EXORTAÇÃO

CP. Queridos irmãos e irmãs, reunimo-nos nesta Via-Sacra para contemplar o mistério do amor de Cristo, que por nós sofreu a Paixão e a morte de cruz. Ao percorrermos este caminho, não fazemos apenas memória de um fato passado, mas renovamos nossa fé naquele que nos amou até o fim (cf. Jo 13,1).

A Igreja nos ensina que “a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal” (cf. CIC, 1067). É este mistério que hoje meditamos passo a passo.

ATO DE CONTRIÇÃO

CP. Reconheçamos nossas faltas e peçamos perdão a Deus pelos nossos pecados, que também pesaram sobre os ombros do Senhor.

Breve silêncio.

CP. Senhor Jesus, que aceitastes a cruz por amor.
T. Tende piedade de nós.

CP. Cristo Jesus, que perdoastes do alto da cruz. T. Tende piedade de nós.

CP. Senhor Jesus, que nos destes Maria como Mãe.
T. Tende piedade de nós.

ORAÇÃO INICIAL

CP. Oremos. Senhor Jesus Cristo, ao iniciarmos esta Via-Sacra, concedei-nos a graça de meditar profundamente vossa Paixão, para que, contemplando vosso sofrimento, aprendamos a carregar com fé as nossas cruzes de cada dia. Derramai sobre nós o vosso Espírito Santo, para que este caminho nos conduza à conversão sincera, à penitência e à esperança da Ressurreição. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.

T. Amém.

OFERECIMENTO

CP. Ofereçamos esta Via-Sacra:
Pelo Santo Padre
Por esse indigno servo, vosso Arcebispo;
Pelos Bispos do mundo inteiro;
Pelo Clero;
Por nossa Arquidiocese; 
Por nossas Famílias; 
Por nossos amigos; 
Pelos que sofrem no corpo e na alma;
Pelos pecadores e pelos afastados;
Pelas intenções de nossa comunidade;
Pelas almas do purgatório.

CONVITE A CAMINHADA

CP. Irmãos e irmãs, iniciemos agora nossa caminhada, recordando que “Cristo nos amou e se entregou por nós” (Ef 5,2). Que cada estação seja para nós escola de amor, silêncio e esperança. Sigamos em paz.

VIA SACRA


1ª ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como Jesus Cristo, já flagelado e coroado de espinhos, foi por fim injustamente condenado à morte por Pilatos.

L2. Naquele tempo, Pilatos perguntou: “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” Todos responderam: “Seja crucificado!” Ele tornou a perguntar: “Mas que mal fez ele?” Eles, porém, gritavam com mais força: “Seja crucificado!” Vendo Pilatos que nada conseguia, mas que o tumulto crescia cada vez mais, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. É vossa responsabilidade.” O povo todo respondeu: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos.” Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. (Mt 27, 22-26).

CP. Oremos. Ó Jesus adorável, não foi Pilatos, mas minha vida iníqua que vos condenou à morte. Pelo mérito deste tão penoso itinerário, no qual entrais rumo ao monte Calvário, peço-vos que benignamente me acompanheis no caminho pelo qual minha alma se dirige à eternidade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, mais do que a mim mesmo, e do fundo do coração me arrependo de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente me separe de vós. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes. O que vos for agradável também o será para mim.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (A morrer crucificado).


2ª ESTAÇÃO
Jesus carrega a Cruz

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como Jesus Cristo, levando a Cruz aos ombros, lembrava-se no caminho de oferecer por nós ao Pai eterno a morte que havia de sofrer.

L2. Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. Eles tomaram Jesus, e Ele, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se diz Gólgota. (Jo 19, 16-17).

CP. Oremos. Ó amabilíssimo Jesus, abraço todas as adversidades que, por vossa vontade, hei de tolerar até a morte e, pelo duro sofrimento que suportastes carregando a Cruz, peço-vos que me deis forças para que também eu possa carregar, com ânimo forte e paciente, minha própria cruz. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que novamente me separe de ti. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Com a Cruz é carregado).


3ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela primeira vez

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos a primeira queda de Jesus sob o peso da Cruz. Tinha Ele a carne, por causa da cruenta flagelação, ferida de muitos modos e a cabeça coroada de espinhos; derramara ainda tanto sangue, que mal podia mover os pés por falta de forças. E porque era oprimido pelo grave peso da Cruz e açulado sem clemência pelos soldados, por isso aconteceu-lhe de cair muitas vezes por terra ao longo do caminho.

L2. Mas ele foi ferido por causa de nossas transgressões, esmagado por causa de nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e por suas chagas fomos curados. (Is 53, 5). 

CP. Oremos. Ó meu Jesus, não é o peso da Cruz, mas o dos meus pecados que de tantas dores vos cobre. Rogo-vos, por esta vossa primeira queda, que me protejais de toda queda em pecado. Amo-vos, ó Jesus, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente cair em pecado. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Pela Cruz tão oprimido).


4ª ESTAÇÃO
Jesus se encontra com sua Mãe dolorosa

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como deve ter sido o encontro, neste caminho, do Filho e da Mãe. Jesus e Maria se olharam entre si, e os olhares mudos que trocaram foram outras tantas setas a atravessar o coração amante de ambos.

L2. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: "Este menino está destinado a ser causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel e a ser sinal de contradição — e a ti, uma espada transpassará a alma — para que se revelem os pensamentos de muitos corações." (Lc 2, 34-35).

CP. Oremos. Ó amantíssimo Jesus, pela dor acerba que experimentastes neste encontro, tornai-me, eu vos peço, verdadeiramente devoto de vossa Mãe santíssima. E vós, ó minha dolorosa Rainha, intercedei por mim e alcançai-me uma tal memória dos suplícios de vosso Filho, que minha mente esteja para sempre detida na piedosa contemplação deles. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente pecar contra vós. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (De Maria lacrimosa).


5ª ESTAÇÃO
O Cirineu ajuda Jesus a carregar a Cruz

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como os judeus obrigaram Simão de Cirene a carregar a Cruz atrás do Senhor, vendo Jesus quase expirar a cada passo devido ao cansaço e temendo, por outra parte, que morresse no caminho aquele que queriam ver pregado à Cruz.

L2. Ao conduzirem Jesus, lançaram mão de um certo Simão, de Cirene, que vinha do campo, e colocaram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26).

CP. Oremos. Ó dulcíssimo Jesus, não quero, como o Cirineu, repudiar a Cruz. De bom grado a abraço e tomo sobre mim; abraço especialmente a morte que para mim estabelecestes, com todas as dores que ela trará consigo. Uno minha morte à vossa e, assim unida, ofereço-a a vós em sacrifício. Vós morrestes por amor a mim; quero também eu morrer por amor a vós, com a intenção de vos agradar. Vós, porém, ajudai-me com a vossa graça. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Em extremo desmaiado).


6ª ESTAÇÃO
Verônica limpa com um sudário o rosto de Jesus

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como aquela santa mulher Verônica, vendo Jesus abatido pelas dores, com o rosto banhado em suor e sangue, estendeu-lhe um pano em que, purificada a face, Ele deixou impressa sua imagem.

L2. Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam. (Lc 23, 27). Surge Verônica, do meio do povo, com a iniciativa e a coragem de enxugar o rosto de Jesus. Um gesto simples, mas carregado de amor. No sofrimento uma mão amiga e solidária tem grande valor. 

CP. Oremos. Ó meu Jesus, formosa era antes a vossa face; mas agora não aparece assim, tão deformada está por feridas e sangue! Ai de mim, como era formosa também minha alma, quando recebi a vossa graça pelo Batismo: mas, pecando, tornei-a disforme. Vós somente, meu Redentor, lhe podeis restituir a antiga beleza. Para que o façais, rogo-vos pelo mérito de vossa Paixão. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (O seu rosto ensanguentado).


7ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos a segunda queda de Jesus sob o peso da Cruz, na qual se lhe aprofundam todas as chagas da venerável cabeça e de todo o corpo, e se renovam todas as angústias do doloroso Senhor.

L2. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada qual seguia o seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Foi maltratado e humilhou-se, mas não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro, e como ovelha muda diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. (Is 53, 6-7).

CP. Oremos. Ó mansíssimo Jesus, quantas vezes me concedestes o perdão! Eu, porém, recaí nos mesmos pecados e renovei minhas ofensas contra vós. Pelo mérito desta vossa nova queda, ajudai-me a perseverar em vossa graça até a morte. Fazei, em todas as tentações que avançarão contra mim, que em vós sempre me refugie. Amo-vos de todo o meu coração, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Outra vez desfalecido). 


8ª ESTAÇÃO
Jesus fala às mulheres de Jerusalém

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como estas mulheres, vendo Jesus morto de cansaço e coberto de sangue, são tocadas de comiseração e choram copiosamente. Mas, voltando-se a elas, Ele diz: “Não choreis por mim; antes, chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.

L2. Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Jesus, porém, voltou-se para elas e disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os seios que não amamentaram.” (Lc 23, 27-29).

CP. Oremos. Ó doloroso Jesus, choro os pecados que cometi contra vós, não só pelas penas de que me fizeram digno, mas sobretudo pela tristeza que vos causaram a vós, que tanto me amastes. Ao choro me move menos o inferno que o amor a vós. Ó meu Jesus, amo-vos mais do que a mim mesmo; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Das mulheres piedosas).


9ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos a terceira queda de Cristo sob o peso da Cruz. Caiu porque era demasiada a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos algozes, que lhe queriam acelerar a marcha, embora Ele mal pudesse dar um passo.

L2. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas chagas fostes curados. (1Pd 2, 24).

CP. Oremos. Ó Jesus tão maltratado, pelo mérito desta falta de forças que quisestes padecer no caminho do Calvário, confortai-me, eu vos peço, com tanto vigor, que já não tenha respeito algum às opiniões dos homens e domine minha natureza viciosa: porque ambas as coisas foram a causa por que desprezei outrora a vossa amizade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Cai, terceira vez, prostrado).


10ª ESTAÇÃO
Jesus é espoliado de suas vestes

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos com que violência arrancaram as vestes a Cristo. Como o traje interior estivesse muito pegado à carne, aberta pelos flagelos, os carnífices, ao puxarem-lha, rasgaram-lhe também a pele. 

L2. Os soldados, depois de crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e dividiram-nas em quatro partes, uma para cada soldado; e também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, tecida de alto a baixo. Disseram então entre si: “Não a rasguemos, mas lancemos sortes para ver de quem será.” Assim se cumpriu a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. E foi isso que os soldados fizeram. (Jo 19, 23-24).

CP. Oremos. Ó inocentíssimo Jesus, pelo mérito da dor que padecestes nesta espoliação, ajudai-me, eu vos peço, a despir-me de todo afeto às coisas criadas e, com toda a inclinação de minha vontade, converter-me somente a vós, que sois tão digno do meu amor. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Dos vestidos despojado). 


11ª ESTAÇÃO
Jesus é pregado à Cruz

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta, deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.

L2. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. A inscrição com o motivo de sua condenação dizia: “O rei dos judeus”. Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. Por cima de sua cabeça puseram por escrito a causa de sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”. E foram crucificados com ele dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam o injuriavam, balançando a cabeça e dizendo: “Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mc 15, 25-27; Mt 27, 37-40).

CP. Oremos. Ó Jesus tão desprezado, pregai meu coração aos vossos pés, para que, com vínculo de amor, eu permaneça sempre a vós ligado e jamais seja de vós separado. Amo-vos mais do que a mim mesmo, arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Sois por mim na Cruz pregado). 


12ª ESTAÇÃO
Jesus morre na Cruz

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos Jesus preso à nossa Cruz. Após três horas de luta, consumido enfim pelas dores, Ele deu o corpo à morte e, de cabeça inclinada, entregou o espírito.

L2. Ao meio-dia houve trevas sobre toda a terra até as três da tarde. Às três horas, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lemá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que estavam ali, ao ouvirem, diziam: “Vede, ele chama por Elias!” Alguém correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a numa vara e deu-lhe de beber, dizendo: “Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo!” Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. Então o véu do Templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. O centurião, que estava diante dele, vendo que assim havia expirado, disse: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!” (Mc 15, 3-39). 

Momento de silêncio. Todos se ajoelham. 

Canto (Senhor Deus, misericórdia).

CP. Oremos. Ó Jesus morto, movido por íntimos afetos de piedade, beijo esta Cruz em que vós, por minha causa, cumpristes o curso de vossa vida. Pelos pecados cometidos, mereci uma morte infeliz; mas vossa morte é minha esperança. Pelos méritos de vossa morte, concedei-me, peço-vos, que, abraçado aos vossos pés e abrasado de amor por vós, eu entregue um dia meu espírito. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Por meus crimes padecestes).


13ª ESTAÇÃO
Jesus é descido da Cruz

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como dois dos discípulos de Jesus, José e Nicodemos, o tiram exânime da Cruz e o colocam nos braços de sua Mãe dolorosa, que recebe o Filho morto com grande amor e o abraça ternamente.

L2. Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas às escondidas por medo dos judeus, pediu a Pilatos autorização para retirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Então ele foi e retirou o corpo de Jesus. (Jo 19, 38).

CP. Oremos. Ó Mãe das Dores, pelo amor com que amais o vosso Filho, recebei-me como servo vosso e rogai a Ele por mim. E vós, ó meu Redentor, porque por mim morrestes, fazei, benignamente, com que eu vos ame; a vós somente desejo nem quero nada fora de vós. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (Do madeiro vos tiraram). 


14ª ESTAÇÃO
Jesus é sepultado

CP. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.

L1. Contemplemos como os discípulos levam Jesus exânime ao lugar da sepultura. Triste, a Mãe os acompanha e com as próprias mãos acomoda o corpo do Filho à sepultura. Fecha-se este, enfim, e todos vão-se embora.

L2. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol de linho limpo e colocou-o em seu túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Depois, rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, retirou-se. Estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas diante do sepulcro. (Mt 27, 59-61).

CP. Oremos. Ó Jesus sepultado, beijo esta pedra que vos acolheu; mas, após três dias, haveis de ressurgir! Por vossa ressurreição, fazei-me, eu vos peço, ressurgir glorioso convosco no último dia e ir para o Céu, onde, unido a vós para sempre, vos hei de louvar e amar por toda a eternidade. Amo-vos e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto (No sepulcro vos deixaram).

Executa-se o Canto de Verônica. Encerra-se com a Adoração e Benção do Santíssimo Sacramento. 

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