Livreto Celebrativo
Ordenação Presbiteral
Canto.
SAUDAÇÃO INICIAL
CP. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
CP. A graça e a paz na Santa Igreja de Deus, estejam convosco.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
ATO PENITENCIAL
O Bispo convida a comunidade reunida a contrição, usando as fórmulas propostas ou outras palavras adequadas.
Convém igualmente que o ato de penitencia proceda-se rezado ou se oportuno cantado, nunca pela aspersão.
CP. O Senhor disse: "Quem dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra". Reconheçamo-nos todos pecadores e perdoemo-nos mutuamente do fundo do coração. Confessemos os nossos pecados.
Canto.
CP. Deus todo poderoso tenha compaixão de nos perdoe os nossos pecados e nós conduza a vida eterna.
HINO DE LOUVOR
Segue-se o canto do "Glória in exclesis Deo"
Canto.
O Bispo reza a oração da coleta própria para este.
COLETA
CP. Oremos. Senhor nosso Deus, para governar o povo que vos pertence, instituístes o ministério dos sacerdotes; concedei a este diácono da vossa Igreja, que hoje escolhestes para o múnus do presbiterado, a graça de sempre vos servir, segundo a vossa vontade, e, por seu ministério e sua vida, promover a vossa glória em Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
T. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
1ª Leitura - Jeremias 4, 1 - 9
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
A palavra do Senhor foi dirigida a mim, dizendo: “Antes de formar-te no seio materno, eu te conhecia; antes que saísses do ventre, eu te consagrei e te constituí profeta para as nações.” Eu respondi: “Ah, Senhor Deus! Eu não sei falar, sou ainda muito jovem.” Mas o Senhor me disse: “Não digas: ‘Sou jovem’. A todos a quem eu te enviar, irás; e tudo o que eu te mandar, dirás. Não tenhas medo diante deles,
pois eu estou contigo para te libertar.” Então o Senhor estendeu a mão, tocou a minha boca e disse: “Eis que coloco minhas palavras em tua boca.”
Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
Salmo - Sl 89(90), 3 - 4. 5 - 6. 12 - 13. 14. 17 (R. 1)
R. Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!
1. Palavra do Senhor ao meu Senhor
Assenta-te ao lado meu direito
Até que eu ponha os inimigos seus
Como escabelo por debaixo de teus pés. R.
2. O Senhor estenderá desde Sião
Vosso cetro de poder pois ele diz
Domina com vigor teus inimigos
Domina com vigor teus inimigos. R.
3. Tu és príncipe desde o dia em que nasceste
Na Glória e esplendor da Santidade
Como orvalho antes da aurora eu te gerei
Como orvalho antes da aurora eu te gerei. R.
4. Jurou o Senhor e manterá sua palavra
Tu és sacerdote eternamente
Segundo a ordem do rei Melquisedec
Segundo a ordem do rei Melquisedec. R.
2ª Leitura - 2Coríntios 4, 1 - 7
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, tendo recebido este ministério pela misericórdia de Deus, não desanimamos. Rejeitamos todo procedimento vergonhoso e oculto; não agimos com astúcia nem falsificamos a Palavra de Deus, mas, manifestando a verdade, colocamo-nos diante da consciência de todos. Se o nosso Evangelho ainda permanece velado, é para aqueles que se perdem, pois o deus deste mundo cegou o entendimento dos incrédulos, para que não vejam o brilho do Evangelho da glória de Cristo,
que é imagem de Deus. Nós não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor; quanto a nós, somos servos por causa de Jesus. Pois o Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para iluminar o conhecimento da glória de Deus que resplandece na face de Cristo. Trazemos este tesouro em vasos de barro, para que se reconheça que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós.
Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
Evangelho - João 15, 9 - 17
O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São João.
T. Glória a vós Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, como eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, para que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.”
Palavra da Salvação.
T. Glória a vós Senhor.
APRESENTAÇÃO DOS ELEITOS
Então, dá-se início a Ordenação do Presbítero.
O Bispo, se for o caso, aproxima-se da cadeira preparada para a Ordenação, e é feita a apresentação dos candidatos. O Bispo senta-se e recebe a mitra.
O Diácono chama os Ordenandos:
DIÁC. Queira aproximar-se os que serão ordenados Presbíteros.
EL. Eis-me aqui.
E se aproximam do Bispo, fazendo-lhe uma reverência.
Tendo-se colocado os Ordenandos de pé diante do Bispo, um Presbítero para isto designado diz:
PA. Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja pede que ordenes para a função de Presbítero estes nossos irmãos.
CP. Podes dizer-me se eles são dignos deste ministério?
PA. Tendo interrogado o povo de Deus e ouvido os responsáveis, dou testemunho de que foram considerados dignos.
CP. Com o auxílio de Deus e de Jesus Cristo, nosso Salvador, escolhemos estes nossos irmãos para a Ordem do Presbiterado.
T. Graças a Deus!
HOMILIA
O Bispo profere a homilia, ressaltando a missão do Presbítero como colaborador da Ordem Episcopal.
PROPÓSITO DO ELEITO
Após a homilia, os Eleitos se levantam e permanecem de pé diante do Bispo que o interroga com estas palavras:
CP. Caros filhos, antes de ingressarem na Ordem dos Presbíteros, devem manifestar perante o povo o propósito de aceitar este encargo.
CP. Quereis, pois, desempenhar sempre a missão de sacerdote no grau de Presbítero, como fiel colaborador da Ordem episcopal, apascentando o rebanho do Senhor, sob a direção do Espírito Santo?
EL. Quero.
CP. Quereis, com dignidade e sabedoria, desempenhar o ministério da palavra, proclamando o Evangelho e ensinando a fé católica?
EL. Quero.
CP. Quereis celebrar com devoção e fidelidade os mistérios de Cristo sobretudo pelo Sacrifício eucarístico e o sacramento da Reconciliação, para louvor de Deus e santificação do povo cristão, segundo a tradição da Igreja?
EL. Quero.
CP. Quereis implorar conosco a misericórdia de Deus em favor do povo a ti confiado, sendo fielmente assíduo ao dever da oração?
EL. Quero.
CP. Quereis unir-vos cada vez mais ao Cristo, sumo Sacerdote, que se entregou ao Pai por nós, e ser com ele consagrado a Deus para a salvação da humanidade?
EL. Quero, com a graça de Deus.
Em seguida, os Eleitos, um à um, se aproxima? do Bispo, ajoelham-se e põe as mãos postas entre as do Bispo.
__________________________________________
O Bispo, se for o Ordinário do Eleito, interroga-o, dizendo:
CP. Prometes respeito e obediência a mim e aos meus sucessores?
EL. Prometo.
__________________________________________
Se o Bispo não for o Ordinário do Eleito:
CP. Prometes respeito e obediência ao teu Bispo?
EL. Prometo.
__________________________________________
Se o Eleito for religioso, o Bispo diz:
CP. Prometes respeito e obediência ao Bispo diocesano e ao teu legítimo Superior?
EL. Prometo.
__________________________________________
O Bispo sempre conclui:
CP. Deus, que vos inspirou este bom proposito, vos conduza mais à perfeição.
LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
Todos se levantam. O Bispo, sem a mitra, de mãos postas, voltado para o povo, diz:
CP. Roguemos, irmãos e irmãs a Deus Pai todo-poderoso que derrame com largueza a sua graça sobre este seu servo, que ele escolheu para o cargo de Presbítero.
Nos dias de semana, exceto no Tempo Pascal, todos permanecem de joelhos, na posição em que estão. Neste caso, o Diácono diz:
DIÁC. Ajoelhemo-nos.
E todos se ajoelham. Inicia-se a Ladainha.
Canto
Terminada a ladainha, só o Bispo se levanta e diz, de mãos estendidas:
CP. Ouvi-nos, Senhor nosso Deus, e derramai sobre este vosso servo a benção do Espírito Santo e a força da graça sacerdotal, a fim de que acompanheis com a riqueza de vossos dons o que apresentamos à vossa solicitude para ser consagrado. Por Cristo nosso Senhor.
T. Amém.
Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:
DIÁC. Levantai-vos.
E todos se levantam.
IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECES DE ORDENAÇÃO
Os Eleitos se levantam; aproximam-se do Bispo, que está de pé diante da cadeira, com mitra; e ajoelham-se diante dele.
Em silêncio o Bispo impõe as mãos sobre a cabeça dos Eleitos.
Em seguida, todos os Presbíteros presentes, de estola, também impõem as mãos aos Eleitos, em silêncio.
Após a imposição das mãos, os Presbíteros permanecem em torno do Bispo até o fim da Prece de Ordenação, de tal modo, porém, que os fiéis possam acompanhar tudo facilmente.
Tendo diante de si os Eleitos ajoelhados, o Bispo, sem mitra, de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
CP. Assisti-nos, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, autor da dignidade humana e distribuidor de todas as graças, que dais crescimento e vigor a todas as coisas, e, para formar um povo sacerdotal, estabeleceis, em diversas ordens, os ministros de Jesus Cristo, vosso Filho, pela força do Espírito Santo. Já no Antigo Testamento, em sinais prefigurativos surgiram vários ofícios por vós instituídos, de modo que, tendo à frente Moisés e Aarão, para guiar e santificar o vosso povo, lhes destes colaboradores de menor ordem e dignidade. Assim, no deserto, comunicastes a setenta homens prudentes o espírito dado a Moisés que, com o auxílio deles, pôde mais facilmente governar o vosso povo. Do mesmo modo, derramaste copiosamente sobre os filhos de Aarão da plenitude concedida a seu pai, para que o serviço dos sacerdotes segundo a Lei fosse suficiente para os sacrifícios do tabernáculo, que eram sombra dos bens futuros. Na plenitude dos tempos, Pai santo, enviaste ao mundo o vosso Filho, Jesus, Apóstolo e Pontífice da nossa fé. Ele, pelo Espírito Santo, a vós se ofereceu na cruz, como hóstia pura, e fez os seus Apóstolos, santificados na verdade, participantes de sua missão; e lhes destes colaboradores para anunciar e consumar em todo o mundo a obra da salvação. Concedei também, agora, à nossa fraqueza, Senhor, este colaborador, de que tanto necessitamos no exercício do sacerdócio apostólico. Nós vos pedimos, Pai todo-poderoso, constituí este vosso servo na dignidade de Presbítero, renovai em seu coração o Espírito de santidade, obtenha ele, ó Deus, o segundo grau da Ordem sacerdotal, que de vós procede, e sua vida seja exemplo para todos. Seja ele cooperador zeloso de nossa Ordem episcopal para que as palavras do Evangelho, caindo nos corações humanos através de sua pregação, possam dar muitos frutos e chegar até os confins da terra, com a graça do Espírito Santo. Seja ele juntamente conosco fiel dispensador dos vossos mistérios, de modo que o vosso povo renasça pela água da regeneração, ganhe novas forças do vosso altar, os pecadores sejam reconciliados e os enfermos se reanimem. Esteja ele sempre unido a nós, Senhor, para implorar a vossa misericórdia em favor do povo a ele confiado e em favor de todo o mundo. Assim todas as nações, reunidas em Cristo Jesus, se convertam em um só povo, para a consumação do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
T. Amém.
UNÇÃO DAS MÃOS E ENTREGA DO PÃO E DO VINHO
Terminada a Prece de Ordenação, todos se sentam. O Bispo recebe a mitra. Os Ordenados se levantam. Os Presbíteros presentes voltam aos seus lugares, exceto o que vai colocar a estola nos Ordenados, conforme o uso dos presbíteros e revesti-lo com a casula.
Os Ordenados são revestidos com estola e a casula.
O Bispo, de gremial branco (sem depor a casula), sendo o povo oportunamente informado sobre o significado do rito, unge com o óleo do santo Crisma a palma das mãos dos Ordenados, que estam de joelhos diante dele, dizendo:
CP. Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo, e revestiu de poder, te guarde para santificação do povo fiel e para oferecer a Deus o santo Sacrifício.
Enquanto os Ordenados são revestidos de estola e de casula, e o Bispo lhe unge as mãos, canta-se um canto apropriado.
Canto.
Em seguida, os fiéis trazem o pão na patena e o vinho e a água no cálice, para a celebração da missa. O Diácono os recebe e entrega ao Bispo, que os entrega aos Ordenados, de joelhos diante de si, dizendo:
CP. Recebe a oferenda do povo para apresentá-la a Deus. Toma consciência do que vais fazer e põe em prática o que vais celebrar, conformando a tua vida ao mistério da cruz do Senhor.
Por fim, o Bispo acolhe os Ordenados para o abraço da paz, dizendo:
CP. A paz esteja contigo.
OR. O amor de Cristo nos uniu.
Os Presbíteros presentes, ou ao menos alguns deles, fazem o mesmo.
Enquanto isto, pode-se cantar um canto apropriado.
PROFISSÃO DE FÉ
CP. Professemos a nossa fé.
T. Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.
LITURGIA EUCARÍSTICA
A Liturgia eucarística se concelebra, como de costume; mas se omite a preparação do cálice.
SOBRE AS OFERENDAS
CP. Ó Deus, escolhestes sacerdotes para servir os santos altares e o vosso povo; concedei propício, pela força deste sacrifício, que o ministério dos vossos servos sempre vos agrade e produza em vossa Igreja frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA III
Prefácio Próprio da Ordem
CP. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
CP. Corações ao alto.
T. O nosso coração está em Deus.
CP. Demos graças ao Senhor nosso Deus.
T. É nosso dever e nossa salvação.
CP. Senhor, Pai santo, Deus eterno e onipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda parte. Pela unção do Espírito Santo, constituístes o vosso Filho Unigénito pontífice da nova e eterna aliança,e no vosso amor infinito quisestes perpetuar na Igreja o seu único sacerdócio. Ele não só revestiu do sacerdócio real todo o seu povo santo, mas também, de entre os seus irmãos,escolheu homens que, mediante a imposição das mãos,participam do seu ministério sagrado.Eles renovam em seu nome o sacrifício da redenção humana, preparando para os vossos filhos o banquete pascal;dirigem com amor fraterno o vosso povo santo, alimentam-no com a palavra e fortalecem-no com os sacramentos. Como verdadeiras testemunhas da fé e da caridade, comprometem-se generosamente a cumprir a sua missão,prontos, como Cristo, a dar a vida por Vós e pelos homens seus irmãos.Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:
Canto
CP. Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
CP. Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas a fim de que se tornem o Corpo ✠ e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos mandou celebrar estes mistérios.
T. Enviai o vosso Espírito Santo!
CP. Na noite em que ia ser entregue, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
CP. Do mesmo modo, ao fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
CP. Mistério da fé!
T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
CP. Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.
T. Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
CP. Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
T. O Espírito nos una num só corpo!
1C. Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, N. (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
T. Fazei de nós um perfeita oferenda!
2C. Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa N. e o nosso Bispo N., com os bispos do mundo inteiro, e este vosso servo que hoje foi ordenado presbítero da Igreja, os demais presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça
CP. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
T. Amém!
RITO DA COMUNHÃO
CP. Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
CP. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
T. Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre.
CP. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
T. Amém!
CP. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
T. O amor de Cristo nos uniu.
CP. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
Todos se cumprimentam segundo o costume do lugar, manifestando uns aos outros a paz e a caridade.
Enquanto todos rezam o Cordeiro de Deus, o sacerdote parte a hóstia magna, e coloca um pequeno fragmento da hóstia no cálice, dizendo em voz baixa:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
T. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
O celebrante eleva a hóstia magna, e elevando-a, diz:
CP. Eu sou o pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão viverá eternamente. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
Neste momento o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, e junto com alguns concelebrantes entrega a hóstia aos fiéis na boca, dizendo: O Corpo de Cristo.
Canto
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
CP. Oremos. Senhor, a sagrada oblação que oferecemos e recebemos seja fonte de vida para os vossos sacerdotes e todos os fiéis a fim de que, unidos a vós por um amor eterno, mereçam servir dignamente à vossa majestade. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
Pequeno momento de avisos e agradecimentos.
BENÇÃO FINAL
O Bispo estende as mãos sobre o recém-ordenado presbítero e o povo, e diz:
CP. Deus, pastor e guia da Igreja, te guarde constantemente com sua graça para cumprirdes com ânimo fiel o múnus presbiteral.
T. Amém.
CP. Ele te faça no mundo servidor e testemunha da divina caridade e da verdade, e ministro fiel da reconciliação.
T. Amém.
CP. E te faça verdadeiro pastor que distribua aos fiéis o o pão vivo e a palavra da vida, para que cresçam sempre mais na unidade do Corpo de Cristo.
T. Amém.
E abençoa todo o povo, acrescentando:
CP. E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
T. Amém.
Canto.
